Alfafar

 

O nome é de origem árabe, o que comprova a presença árabe nesta localidade. Alguns estudos revelam que o nome Alfafar significa oleiro, por isso pensa-se que a principal actividade da localidade seria a olaria, até mesmo porque ainda nos dias de hoje existem vestígios de cerâmica espalhados pelas redondezas. Por outro lado há quem diga que este topónimo significa lagar de azeite. Alfafar aparece no Séc. XII no foral de Germanelo, passado por D. Afonso Henriques em 1142 – 1144. D. Afonso Henriques pernoitou em Alfafar em 1147 quando ía conquistar Santarém aos Mouros. A herdade de Alfafar pertencia a vários donos: Fernando Gonçalves e sua mulher Dona Sol, Fernando Martins Galo e sua mulher Maria Peres, Julião Martins e Lourenço Martins. Estes, depois, venderam-na a D. Constança Sanches, filha ilegítima de D. sancho I, por dois mil e seiscentos morabitinos, em 1244. Em 8 de agosto de 1269, D. Constança Sanches morreu, deixando os seus bens para o mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Em Alfafar existe um Grupo de Gaiteiros que não deixa esquecer um antigo artesão que manufacturava os instrumentos deste grupos de “Zés Pereiras”. Há ainda a acrescentar a existência da Irmandade de Nossa Senhora das Neves, constituída formalmente em 1903.

FESTA ANUAL

A festa de Nossa Senhora das Neves, em Agosto, transforma esta pacata povoação, enchendo-a de som e luz. Realiza-se no último fim de semana de Agosto. Tem o seu ponto alto ao domingo à tarde, devido à centenária prova federada de ciclismo (refira-se que a prova ocorre desde 1903, embora nessa altura fossem os populares a participar). Após a prova de ciclismo realizam-se outros eventos, ou actuam ranchos ou assiste-se a um espectáculo de garraiada.

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